Bolsonaro incita a violência e insinua que candidato a prefeito do Rio é gay

 

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Por Tiago Minervino

Na falta de argumentos, a tática dos fascistas é partir para a violência e depois posar de bom mocinho, defensor da moral e dos bons costumes da família cristã ortodoxa, vítima de uma esquerda bolivariana-gayzista.

Um dos personagens mais característicos dessa farsa é o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que, após fazer apologia ao estupro, incita, agora, a violência física a um dos concorrentes de seu filho Flávio Bolsonaro (PSC) pelo pleito à prefeitura do Rio de Janeiro.

Na noite de ontem 25, no debate realizado pela Rede Record, ao ser questionado por Flávio sobre uma questão ambiental, o postulante Alessandro Molan (Rede-RJ), rebateu afirmando que o pai do candidato (Bolsonaro) respondia por crime ambiental por pescar numa área de proteção.

Segundo o jornal Valor Econômico, o parlamentar ficou irritado com a declaração de Molon e desceu o verbo nos bastidores, chamando o candidato de “merda”.  Na volta do intervalo, Bolsonaro voltou a atacar Molan. “Você é c*. Não bato em você porque se apaixona por mim”, disse, afirmando que “na câmara ele não debate comigo”.

A insinuação de Bolsonaro é característica dos fascistas que acham que se um homem não for violento, ele é um frouxo, e no dialeto desse tipo de gente, ser frouxo é sinônimo de ser homossexual.

Em março, às vésperas da votação do impeachment de Dilma Rousseff, o parlamentar ameaçou os deputados que, porventura, votassem contrários à cassação da petista.

Em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook, ele convoca as pessoas a “sitiar o Congresso”, afirmando que o parlamentar que não votasse pelo impeachment, teria “problemas para sair do Congresso”.

Recentemente, o deputado virou réu no Supremo Tribunal Federal por fazer apologia ao estupro, depois de proclamar em alto e bom som que só não estupraria a deputada Maria do Rosário “porque ela não merecia”.

Recentemente, Flávio Bolsonaro ameaçou processar quem divulgasse fotos dele ao lado do coronel Pedro Chavarry, que foi preso acusado de pedofilia após estuprar uma menina de 2 anos.

 

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